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sábado, 22 de abril de 2017

A “Armada Transmontana” no Football Talks 2017

Decorreu entre 22 e 24 de Março no Centro de Congressos do Estoril a 3ª edição do Football Talks, um evento que apesar da sua curta história é já um dos mais prestigiados congressos sobre Futebol a nível Mundial.

As Associações de Futebol de Bragança e Vila Real, e muito bem, fizeram-se representar no evento pelos respectivos Presidentes, sendo que o Director Técnico da Associação de Futebol de Bragança, o Prof. Sílvio Carvalho, foi também um dos “valentes transmontanos” que marcou presença no evento, a par de Gilberto Vicente actual Treinador de Futebol no Grupo Desportivo do Cachão e de mim próprio enquanto profissional na área da Gestão do Desporto.

A “armada transmontana” (como fomos gentilmente apelidados) presente no Football Talks 2017 era constituída por cinco pessoas com responsabilidades no âmbito do desenvolvimento do Futebol e do Desporto em Trás-os-Montes.

Mas porque razão fizemos nós questão de estar presente neste evento?

A resposta é bastante simples, porque estas cinco pessoas são apaixonadas pelo Desporto em geral e pelo o Futebol em particular e nesse sentido estas mesmas pessoas querem estar na vanguarda no que diz respeito a todo o conhecimento que possa existir para que no desempenho das suas funções possam contribuir de forma efectiva para o desenvolvimento do Desporto a nível regional e simultaneamente das organizações desportivas que representam.

E então o que é que fomos lá aprender de tão extraordinário assim? Na verdade, o que aprendes em termos de volume é pouco, o principal conhecimento adquirido neste evento, na minha perspectiva, está relacionado com o perceber qual é o alinhamento estratégico entre a FIFA, a UEFA, as outras Confederações e as respectivas Federações Nacionais.

Neste momento a FIFA está claramente preocupada em recuperar a sua credibilidade e elegeu o homem certo para o lugar certo, sendo que a “boa governação” é claramente o tema prioritário para esta organização desportiva e todas as Confederações que a constituem. Por isso, as Federações Nacionais, as Associações Distritais e os Clubes também vão ter que no curto prazo implementar as medidas de “boa governação” da FIFA, porque o que está em jogo é a credibilidade do próprio Futebol.

O tema da viciação de resultados é muito importante e as apostas desportivas vieram contribuir para um clima de constate suspeição, principalmente no Futebol dos escalões jovens e não profissional, pois facilmente os vários intervenientes directos são corrompidos.

O tema do vídeo arbitro está resolvido e vai mesmo avançar, porque como diz o lendário Pierluigi Collina, o árbitro é a única pessoa no estádio que actualmente não tem acesso à tecnologia que lhe permita verificar quase “em tempo real” se a sua decisão foi certa ou errada e isto é uma tremenda desvantagem em relação aos 60 ou 70 mil presentes no local e aos milhões de telespectadores em casa.

O Futebol feminino veio para ficar e não existe qualquer dúvida que está em expansão a nível mundial, muito graças ao grande impulso e financiamento proveniente da das políticas instituídas pela FIFA.

Curioso também, foi o facto de pessoalmente ter reparado que a grande maioria dos chamados “comentadores desportivos”, que todos os dias poluem a mente de milhares de portugueses, com informação sem qualquer tipo de “conteúdo credível” e que contribuem para um clima muito negativo em redor dos temas importantes do “desporto rei” não terem sequer marcado presença neste evento de qualidade mundial.

Saudações Desportivas
Paulo Jorge Araújo

Artigo Publicado in Jornal Nordeste - 18/04/2017



sábado, 3 de dezembro de 2016

O grande líder eleva os outros


Informo desde já que vou escrever sobre uma pessoa que para mim é uma referência profissional e à qual, felizmente, já tive a oportunidade de lhe poder transmitir este meu sentimento de admiração. Essa pessoa é Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, membro do Comité Executivo da UEFA, ex-presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, ex-Administrador do FC Porto – Futebol SAD, ex-Administrador do FC Porto – Basquetebol SAD, ex-Director Geral do FC Porto, ex-Presidente da Liga de Clubes de Basquetebol e lendário basquetebolista do FC Porto. Fernando Gomes é um verdadeiro homem do desporto, um ex-atleta de grande sucesso, um dos mais experientes, capazes e competentes lideres desportivos que Portugal já viu. Tal como fazia nas equipas de basquetebol onde era o “base” ele destaca-se no dirigismo desportivo como um grande líder mas com a particularidade de ser um líder discreto, apesar de nunca lhe ter faltado firmeza. 

O lendário treinador de Futebol Americano, Vince Lombardi, diz que os lideres não nascem, eles fazem-se. E na minha modesta opinião ele tem toda a razão, no caso de Fernando Gomes ele fez-se um líder dentro do campo de basquetebol e fez o "transfer" dessas suas competências de liderança para o mundo da gestão desportiva, onde desde 1992 se tem afirmado como um dos mais competentes gestores desportivos que Portugal já teve. 

O FC Porto venceu a Champions League em 2004 e Portugal venceu o Campeonato Europeu de Futebol em 2016, o único e verdadeiro denominador comum entre estes dois grandes feitos desportivos chama-se Fernando Gomes, pois ele integrava em 2003/04 o Conselho de Administração do FC Porto – Futebol SAD e em 2016 ele era e é o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

Parece coincidência mas não é, o grande líder contagia e eleva os outros, sendo que é impossível alguém ser um grande líder se não tiver credibilidade, carácter, integridade, competência, visão e capacidade para motivar os outros. Os maiores especialistas mundiais em liderança dizem que a liderança não depende da posição ou do cargo desempenhado na organização, mas sim da relação que se consegue gerar com os outros, a liderança é pessoal e está fundamentalmente relacionada com as crenças, valores e os princípios do individuo. Fernando Gomes lidera através do exemplo e recentemente esteve no distrito de Bragança onde visitou a cidade de Mirandela, a cidade de Bragança e a Associação de Futebol de Bragança. Ele vai ao terreno, ele quer conhecer a realidade local porque ele sabe que na gestão do desporto não há receitas milagrosas e cada localidade ou região tem especificidades muito próprias e que importa conhecer bem para traçar estratégias adequadas ao contexto. 

O lendário Nelson Mandela tem uma frase muito boa e que demonstra bastante bem qual é o tipo de liderança que Fernando Gomes aplica e que ajuda a elevar todos os que com ele colaboram: “é melhor liderar a partir da retaguarda e colocar outros à frente, especialmente quando estamos a celebrar uma vitória por algo de muito bom que aconteceu. Mas deves tomar a linha da frente quando há perigo”. Fernando Gomes é um grande líder mas é discreto, não aparece muito nos media, não fala muito, não é muito de dar nas vistas, mas se um dia houver problemas, ninguém duvide que ele vai se o primeiro a dar o “corpo às balas” pois na minha opinião ele possui duas características importantes em qualquer grande líder, é um homem de coragem e que assume as próprias responsabilidades. 

Para finalizar deixo-vos uma frase sobre liderança, com cerca de 2000 anos, e que diz o seguinte:“um exército de cervos comandado por um leão é muito mais temível do que um exército de leões comandado por um cervo”. 

Escrito in Jornal Nordeste 25/10/2016 por Paulo Jorge Araújo - Técnico Superior de Desporto, Licenciado em Ciências do Desporto pelo IPB e Especialista em Gestão Desportiva pela UP

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Qual é o legado de Cruyff e o que é que um “pequeno clube” pode aprender com ele?



Sou algo suspeito ao abordar este assunto porque Johan Cruyff é uma das minhas maiores referências desportivas enquanto crescia, tal como o é o AFC Ajax vencedor da Liga dos Campeões em 1995, o “futebol total” e o mentor de toda esta verdadeira cultura do futebol holandês, o lendário Rinus Michels.

Segundo Gustavo Pires, Professor na Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa, a cultura de uma organização desportiva é determinada pela sua filosofia de acção que se expressa na identidade cultural que anima e congrega as pessoas que a ela das mais diversas maneiras se ligam. Pois é mas isto não era um artigo de opinião sobre futebol? Era e é, pois o “futebol total” de Rinus Michels e o AFC Ajax foi ambiente cultural onde cresceu e se desenvolveu Johan Cruyff e posteriormente outras lendas do futebol mundial como Frank Rijkaard, Marco Van Basten, Ronald Koeman ou Dennis Bergkamp (a lista de talentos oriundos do Ajax é vasta). 

Johan Cruyff foi um dos mais fieis discípulos e intérpretes do “futebol total” de Rinus Michels, sendo que ambos trabalharam juntos mais de 10 anos, enquanto jogador e treinador, entre as passagens de ambos pelo AFC Ajax, FC Barcelona e a “Laranja Mecânica” do Mundial de 1974. Cruyff termina a sua fabulosa carreira como jogador em 1984 e entre 1985 e 1988 segue os passos do seu mentor e vai treinar o AFC Ajax. Johan Cruyff conquista em 1986-87 a Taça das Taças e a sua equipa é somente constituída por alguns dos mais talentosos futebolistas de sempre: Marco Van Basten, Frank Rijkaard e Dennis Bergkamp. Estes jogadores, assim como muitos outros que se seguiram (como Patrick Kluivert, Clarence Seedorf e Edgar Davids), são provenientes da academia do AFC Ajax que privilegia a qualidade individual e o futebol criativo baseado na velocidade e na técnica (em inglês “TIPS”: technique, insight, personality and speed) no entanto, os aspectos tácticos são fundamentais e todas equipas da formação aprendem a jogar em mais que um sistema táctico sendo que é privilegiada a aprendizagem do famoso “3-4-3” soberbamente interpretado pela equipa principal do clube. 

Em 1988 Johan Cruyff muda-se para o FC Barcelona e não tardou a contribuir de forma efectiva para a aplicação de todo um conjunto de ideias provenientes do AFC Ajax, que ajudaram a melhorar e a transformar a academia do FC Barcelona numa verdadeira fábrica de talentos. Actualmente a academia do FC Barcelona é considerada uma das melhores do mundo, esta mesma academia formou Pep Guardiola, que também foi treinado por Cruyff e que por sua vez afirma que o “mestre holandês” foi uma das pessoas mais influentes do futebol europeu nos últimos 40/50 anos, tendo contribuído com as suas ideias para a definição de um estilo de jogo em dois dos maiores clubes do velho continente. Para Pep Guardiola não era possível existir o FC Barcelona de hoje sem as ideias de Johan Cruyff, o clube enquanto organização desportiva existiria, mas a filosofia que há mais de 25 anos dá suporte ao modelo de jogo e à identidade do jogar do FC Barcelona não, ou seja, resumidamente o mundialmente famoso “tiki-taka” não existiria sem Cruyff. 

Mas então o que é que um “pequeno clube” pode aprender com o legado deixado por Johan Cruyff? 
Na minha humilde opinião e seguindo (julgo eu), a linha de pensamento de Cruyff, um “pequeno clube” deverá ter que perceber primeiramente que é na sua escola de formação de atletas que deve investir (formar com qualidade tem que ser o seu “core business”). O clube deve virar-se para dentro e potencializar os seus recursos humanos (treinadores), deve definir claramente qual é que é a sua identidade, os seus valores e trabalhar com base neles, deve definir que tipo de jogar pretende e como vai ser operacionalizado esse jogar em todas as suas equipas, desde os sub-7 aos seniores. Para isso ser possível é necessário que exista, entre outras coisas, um “coordenador metodológico” que “obrigue” os treinadores das diferentes equipas a trabalhar de forma concertada e de acordo com uma metodologia previamente definida, até para que possa existir uma transição mais suave dos atletas de um escalão para o outro, até chegarem à equipa sénior. Normalmente cada treinador tende a trabalhar a sua equipa de forma independente e à sua maneira, dentro daquilo que é a sua concepção de jogo. Este facto não abona muito a favor da definição de uma filosofia de acção dentro do clube, que em casos normais conduziria à identidade cultural que é vulgarmente definida como o ADN do clube (por exemplo o “tiki-taka” é claramente parte da identidade do FC Barcelona). 

Em jeito de conclusão dizer que o que Johan Cruyff nos deixou como legado foi a sua visão e as suas ideias, para ele o futebol era um espectáculo ao qual os adeptos vão para ver a sua equipa vencer, mas também para serem entretidos, por isso ele privilegiava o futebol de ataque, com muita posse de bola e controlo absoluto do jogo. Para operacionalizar esta visão são necessários jogadores de elevada qualidade técnica, inteligência, personalidade e velocidade, como eles não nascem ensinados, temos que os formar nós dentro do nosso próprio clube. Para que isso seja possível é necessário que se possua uma filosofia de trabalho, alicerçada numa metodologia, que deverá ser transversal a todas as equipas e que permita aos jogadores da formação desaguar tranquilamente nos seniores.



 RIP #14

sexta-feira, 29 de março de 2013

Theory of Evolution vs. Theory of Competition




Here's the thing that makes life so interesting: The Theory of Evolution claims that "only the strong shall survive." Maybe so, maybe so.... But the Theory of Competition says "just because they're the strong doesn't mean they can't get their asses kicked." That's right!

 See, what every long-shot, come-from-behind underdog will tell you is this: The other guy may in fact be the favorite; the odds may be stacked against you. Fair enough ...

 But what the odds don't know is this isn't a math test. This is a completely different kind of test. One where passion has a funny way of trumping logic. So before you step up to the starting line, before the whistle blows and the clock starts ticking, just remember: out here, the results don't always add up.

 No matter what the stats may say and the experts may think and the commentators may have predicted, when the race is on, all bets are off. Don't be surprised if someone decides to flip the script and take a pass on yelling "uncle". And then suddenly, as the old saying goes, "We got ourselves a game."

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Como é que os grandes líderes inspiram?!

Este TED Talk é um dos mais vistos de sempre e explica a  razão pela qual pessoas ou organizações inspiram outros, lideram processos, atingem metas ou vendem mais produtos que os seus concorrentes....

terça-feira, 1 de maio de 2012

Miguel Gonçalves TEDx O'Porto



Estive recentemente no TEDx O'Porto no qual esteve presente o Miguel Gonçalves de Braga, esta foi a sua palestra, verdadeiramente inspiradora...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Inspiração & Motivação por Miguel Gonçalves



Miguel Gonçalves no TEDx Youth @ Braga...

O Rapaz que ficou celebre com expressões como "bater punho" no programa Prós e Contras da RTP dá uma palestra altamente motivante de 30 minutos que acabou por virar um "vídeo viral" na Internet.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mourinho e Messina no Real Madrid



O Real Madrid foi eleito o clube do século XX, no início do século XXI optou por juntar alguns dos mais talentosos atletas no clube...teve algum sucesso mas não o esperado.

10 anos depois a estratégia do Real mudou, agora a ideia é juntar as mentes mais brilhantes do desporto...Messina já é treinador da equipa de Basquetebol... Mourinho irá assumir os comandos do Futebol.

Não tenho dúvidas que o Real Madrid vai voltar aos velhos tempos de glória onde fazia tremer a Europa e o Mundo sempre que entrava em campo.

Duas das mais brilhantes mentes do desporto vão estar juntas no mesmo clube e isto não é por acaso.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Mourinho a 1ª Conferência de Imprensa



Mourinho teve ontem a sua primeira conferência de imprensa pós treino com o seu Inter.
É de destacar que o Manager brilhou, não só pelo seu fluente italiano, mas também pelas ideias que passou...
De referir que ele falou bastante da sua filosofia de trabalho e do facto de ele ser, antes de mais um gestor de recursos humanos.
Mais uma vez deixou ficar várias mensagens importantes…pena que nem toda a gente ligada ao fenómeno futebolístico, tenha muitas vezes capacidade para as interpretar correctamente.

domingo, 23 de março de 2008

RH´s e a Vantagem Competitiva


Dois dos chamados “grandes” clubes nacionais encontram-se em “maus lençóis”(Slb & Scp), no que diz respeito aos resultados desportivos conseguidos durante a actual época futebolística.

Venho por este meio apresentar uma solução de futuro, no que diz respeito a gestão dos recursos humanos desses mesmos clubes e por consequência melhoria no curto prazo dos resultados desportivos.

A minha solução é a contratação do Treinador Carlos Carvalhal, actual Treinador de Futebol do Vitória de Setúbal, Licenciado em Ed. Física pelo FCDEF-UP com especialização em Futebol.

Já á uns anos que assisti pessoalmente a uma palestra onde Carvalhal era prelector e percebi desde logo que este Treinador sabe muito sobre Futebol, não é somente um teórico, é um homem da prática que aplica diariamente a teoria…é um pensador que aplica a sua experiência.

É um treinador que irá obter bastantes sucessos desportivos caso o deixem e o ajudem a chegar a uma grande organização desportiva…quando lá estiver vai brilhar…isto se os que estiverem em seu redor colaborarem e o deixarem aplicar os seus conhecimentos.

É um grande treinador, com um futuro risonho, a primeira grande organização desportiva a contratar este recurso humano vai obter vantagem competitiva e ter vários sucessos desportivos...disso não tenho dúvidas.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fc Porto – O Porquê de tantas vitórias?



A resposta a esta questão é tudo menos fácil, pois para se saber o porquê do sucesso organizacional de um clube era necessário estar lá dentro durante algum tempo e analisar profundamente os processos de trabalho, política, estratégias, capacidade dos seus recursos humanos e equipas de trabalho.

Infelizmente não tenho acesso a esses dados, mas periodicamente tenho tido a oportunidade de conviver com alguns responsáveis e técnicos desta organização.

Verifico que existe um grande profissionalismo dentro desta organização, existe um grande rigor a todos os níveis, uma grande identificação com a organização por parte de quem lá trabalha, existe claramente uma cultura.
A identificação de uma região com o seu clube mais significativo também ajuda, claramente o Fc Porto é o Clube do Norte, um facto muito parecido com o que acontece com o Fc Barcelona e a região da Catalunha.

O sucesso desta organização é claramente fruto da qualidade dos seus rh´s…e da estrutura e politica que os orienta.

O sucesso a meu ver constrói-se….não é sorte nem é uma “receita de culinária”.

Curiosamente o FCP e seus responsáveis ou ex-responsáveis não lançam livros de“receitas” para o sucesso, contrariamente aos seus rivais….que pelos vistos tem sido muito bem sucedidos graças as “receitas de culinária” que orientam as suas organizações. lol

Ps: tinha que mandar a minha piada á bíblia da gestão desportiva, lançada por o trio de gestores de topo liderado pelo “Manager Veiga”.

sábado, 4 de agosto de 2007

Jorge Araújo…o “Treinador-Gestor”…um dos maiores cérebros do nosso Desporto.


Cresci a ver e ouvir regularmente o treinador Jorge Araújo, cheguei a assistir “in loco” a jogos das suas equipas em Particular o FC Porto. Isto anos antes de ter conhecimento que Jorge Araújo era um “pensador” do Desporto com uma vasta obra bibliográfica publicada, a qual faço questão de adquirir e consultar sempre que me surge a oportunidade.

Para a maioria dos cidadãos Jorge Araújo é somente um treinador de basquetebol com êxito, mas eu acrescento que Jorge Araújo é muito mais do que isso, é um visionário do fenómeno desportivo.

Já no longínquo ano de 1998, Jorge Araújo referia-se ás limitações no desporto português principalmente no que ao espaço de intervenção dos técnicos.

Jorge Araújo sempre apresentou uma grande frontalidade, sempre que achava necessário dava um “puxão de orelhas” as organizações desportivas, seus lideres e restante sociedade, fazia-o, contribuído desta forma para que os técnicos de desporto conquistassem o seu espaço, visto que muitas vezes os próprios dirigentes desportivos interferem de forma errada junto dos técnicos.

Uma vez saiu em defesa do seu colega de profissão “Mário Silva”, treinador do Seixal que foi despedido por que entregou um documento orientador ao seu presidente, o qual alegou que este se estava a meter um trabalho que era o seu…
Jorge Araújo referiu-se a este incidente como uma situação gravíssima pois é relevante de uma mudança necessária no dirigismo desportivo, reforçando a ideia da formação específica e do profissionalismo como forma de melhorar o desempenho das organizações.

Segundo Araújo, nas organizações Norte Americanas o Treinador não se limita a orientar o treino, o técnico actualmente é aquilo a que os Americanos chamam “TEAM-MANAGER” tendo assim responsabilidades na Gestão do clube.

Uma clara critica as limitações das funções dos técnicos nas organizações desportivas em Portugal, nos EUA os Grandes treinadores da NBA passam a ter cargos como Vice-Presidentes, Operations Managers, etc…algo que é impensável em Portugal…onde os treinadores mais velhos como “Mário Wilson” são subaproveitados pelas organizações…indo directamente para a reforma.

Nos EUA, Jorge Araújo realizou um estágio com os Utah Jazz organização que integra a NBA, achou impressionante o nível de profissionalismo de toda a organização, onde reparou num Sr. de 75 anos chamado Jack Garner cuja função era assistir a todos os treinos da equipa e redigir algumas notas e entrega-las ao treinador. A organização tinha-o contratado como consultor, tentando desta forma aproveitar os seus vastos conhecimentos da modalidade, da qual foi treinador durante muitos anos…..

Já há 10 anos que Jorge Araújo apelava ao profissionalismo nas organizações desportivas Portuguesas, chamava a atenção para a necessidade de Formação especifica para o desempenho de cargos de Dirigismo/gestão. Como exemplo dava os NY Knicks, que contrataram o Presidente dos Jazz para dirigir a sua organização, numa estrutura profissional até os Dirigentes são Transferíveis…

terça-feira, 31 de julho de 2007

Alexander Gomelsky....o "maior" dos Lideres...


O “raposa de prata” é possivelmente um dos maiores cérebros do basquetebol mundial, talvez não tenha o "reconhecimento público" dos lendários treinadores da América do Norte, pois para lá da “cortina de ferro” as coisas não tinham o mesmo mediatismo que nos “países capitalistas” do ocidente.

Do alto do seu 1,66 metros, Alexander Gomelsky, tornou-se treinador em 1945 com apenas 17 anos, em 1958 com apenas 30 anos iniciou um percurso que o levou a ganhar 3 taças europeias consecutivas com o seu clube “ASK Riga”, uma organização desportiva que integrava o exército soviético.

Em 1969 foi nomeado treinador do CSKA Moscovo, ligação que manteve até 1980, liderou o RED ARMY a 11 títulos nacionais, 1 taça dos campeões europeus e 2 finais europeias.

Treinou a selecção soviética de Basquetebol durante 30 anos e durante esse período venceu 7 títulos europeus {EuroBasket em 1959, 1963, 1965, 1967, 1969, 1979, 1981), 2 Mundiais (1967, 1982) e 1 medalha de Ouro Olímpica em Seul 88.

Treinou diversos anos em Espanha, França e Estados Unidos, depois de deixar os cargo de Técnico, assumiu a liderança do CSKA de Moscovo como Presidente, cargo de Gestão que de desempenhou entre 1997 e 2005.

Foi galardoado publicamente diversas vezes por organizações desportivas e não desportivas, destaque para a ordem de mérito do Comité Olímpico Internacional, nomeação como Presidente Honorário do CSKA e nomeação para o Hall of Fame da FIBA.

Alexander “Raposa de Prata” Golemelsky é o pai do Basquetebol moderno na Rússia e por consequência na Europa….este mítico treinador faleceu em 2005 com 77 anos…deixando para trás mais de 60 anos de Basquetebol…magnifico.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

“They call me Coach”….


John Wooden para quem não sabe actualmente tem 96 anos de idade….por trás desta imagem de “avozinho” encontra-se um competidor nato….talvez seja por isso que este Sr. tem uma montra de troféus que já mais será igualada.

Retirou-se do activo na sua lendária equipa UCLA Bruins em 1975, com mais um título Nacional da NCAA.

Este senhor ganhou 10 campeonatos da NCAA, dos quais 7 foram seguidos…por quatro vezes os seus Bruins…ficaram invictos no campeonato…durante 40 anos como treinador, desde os tempos de treinador de liceu até a sua UCLA…obteve uma percentagem de vitória superior a 80%...detêm um recorde de 88 vitórias consecutivas …entre outros…é…simplesmente… Lendário.

Lendárias são também as suas frases:

“o desporto não constrói carácter…revela-o”

“é mais importante um jogador que torna a sua equipa Grande, do que um Grande jogador numa equipa”

“eu perfilo ter jogadores pequenos e rápidos do que grandes e lentos…mas ser forem grandes e rápidos melhor”

“são as pequenas coisas que tornam as grandes coisas possíveis”


John Wooden criou e desenvolveu a sua própria filosofia de jogo, hoje os seus conceitos de trabalho e gestão de recursos humanos são utilizados no mundo todo em diversas áreas das actividades humanas, uma das quais é a gestão empresarial…um dos seus grandes contributos foi a criação da mítica “pirâmide do sucesso”.

Possivelmente feitos como os do “COACH” John Wooden…já mais se vão repetir….

Uma mente brilhante do Desporto em geral…e do Basquetebol em particular.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

“Special one”, a Complexidade…e o todo que não é igual á simples soma das partes.


É complicado falar de alguém que tem um currículo desportivo recheado de êxitos desportivos, aliado a isto uma personalidade forte e um “know-how” diversificado…entre estes conhecimentos, saliento a capacidade de gerir pessoas…essa tarefa “super difícil” para a qual nem todos os “supostos lideres” então preparados para desempenhar.

O “Special one” tem uma perspectiva pessoal que rompe com o tradicional, com o cientificamente instituído e com metodologicamente aceite pelos chamados tradicionais treinadores de futebol.

O futebol até aqui viveu algo á margem da aplicação dos “instrumentos” que as ciências do desporto e diversificadas outras ciências utilizam no seu dia a dia.

Recentemente com a chegada de treinadores como: Queiroz, Benitez, Mourinho e outros treinadores com formação académica em desporto….o futebol evoluiu….
Deu um salto em termos de qualidade….

Mas Mourinho é diferente dos seus “companheiros académicos”, vejam o que o Próprio escreveu num livro recentemente editado*:

“Quando entrei para o ISEF-UTL, para me licenciar em Educação Física, houve um livro que me marcou pela negativa, mas que fui “obrigado” a estudar, esse livro é considerado uma “bíblia” da metodologia do treino do desporto. È uma obra do Matveieev que é um marco no ensino no que diz respeito aos desportos individuais. Mas que no meu entender, uma coisa é um desporto individual outra coisa é um desporto colectivo, onde um homem por si só nada vale …”
“ …um homem em busca de um objectivo é diferente de 11 homens em busca de um objectivo…”
“...Matveieev é uma bíblia para os desportos individuais …mas de pouco vale nos colectivos…”
“Acredito, hoje que está a haver um corte com o passado porque o homem é um ser complexo…11 em busca de um objectivo é diferente de 1 em busca de um objectivo…por isso toda a minha metodologia vai nesse sentido”…

Destas palavras dá para perceber que o “special one” é verdadeiramente diferente do comum dos treinadores, metodologicamente privilegia a táctica…pois ele é treinador de um desporto colectivo…onde todos os jogadores são seres humanos complexos, que por si só nada valem se não se relacionarem com os restantes.

Daqui tal como se faz referencia no livro dá para perceber que o todo não é igual á simples soma das partes….pois se assim fosse equipas como o Real tinham ganho “quase tudo”…e a verdade é que isso não aconteceu.

Não basta juntar 11 bons jogadores para ter uma boa equipa, tem que existir algo mais….tal como é apresentado na obra anteriormente referida….”a teoria do caos”….diz-nos que tudo tende para a desorganização….por isso sem um grande líder somente bons jogadores não fazem uma equipa.


Nota: Fala do “special one” é complicado pois ele é também um ser humano e por isso mesmo um ser complexo que se relaciona no seu dia a dia com 30 ou mais seres complexos…por isso nada que se diga ou se escreva é conclusivo relativamente a esta personalidade que tantos admiram e que tantos outros parecem odiar.
A única coisa que é conclusiva é a montra de troféus que este senhor deixa nas organizações por onde vai passando.


* livro editado recentemente intitulado : “liderança as lições de mourinho”