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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

WORLD FOOTBALL SUMMIT EM MADRID


Recentemente estive num congresso sobre futebol chamado “World Football Summit”, em Madrid, um evento bastante mediático e que junta algumas das mais importantes figuras do futebol europeu e mundial. Ao contrário do “Football Talks”, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol, o “World Football Summit” abordou mais temáticas relacionadas com a multimilionária indústria das ligas profissionais de futebol, tanto que este evento teve como principal parceiro a Liga Espanhola de Futebol (LaLiga).

Para mim o evento além de me possibilitar o estabelecimento de contactos, foi claramente uma oportunidade para reflectir sobre o trabalho que fazemos no dia-a-dia e o contributo que é dado pelas organizações sem fins lucrativos como as federações, associações, clubes, o próprio estado e as autarquias locais para toda a estrutura do “modelo europeu de desporto”.
Na verdade, as ligas desportivas profissionais são organizações privadas que geram muito dinheiro, mas em termos estruturais são débeis pois edificam-se sobre uma estrutura de “desporto amadora” que ou é apoiada pelos organismos do estado, que tutelam o desporto e as autarquias, ou então não vai haver no futuro atletas para alimentar essa indústria porque quem faz acontecer o desporto todos os dias são os actores locais (clubes e autarquias).

Na verdade, não existe a possibilidade de haver ligas profissionais sem que o estado cumpra com a função de permitir que todos os cidadãos tenham oportunidade de ter acesso à prática desportiva. Em Portugal isso está consagrado no Artigo 79º da Constituição da República. Nesse sentido deixem-me valorizar o papel e o trabalho que é feito nas autarquias locais na área do desporto pois sem elas não existiam financiamentos, instalações, transportes e inclusive a promoção do desporto. Este trabalho é feito todos os dias em parceria com as unidades básicas do associativismo desportivo que são os clubes, que por sua vez são sócios das associações de modalidade, estas por sua vez membros das federações nacionais e as federações nacionais por sua vez são filiadas internacionalmente.

No que diz respeito a questões financeiras, felizmente, já foram dados alguns passos importantes pela FIFA que, em 2010, desenvolveu um mecanismo de solidariedade que reverte a favor dos clubes de formação dos jogadores. Os clubes de formação recebem uma percentagem quando um jogador (formado nesse clube) é vendido para outro clube, e, em todas as transferências efectuadas reverte sempre uma percentagem referente ao escalão que o jogador frequentou nos clubes onde se formou entre os 12 e os 23 anos. Mas isto não chega para ajudar a funcionar todo o sistema e penso que podiam ser dados ainda mais alguns passos significativos se cada um dos atletas profissionais, treinadores, gestores, sociedades desportivas e as ligas profissionais fossem taxados nas suas receitas anuais e esse valor reverte-se directamente a favor dos organismos do estado que tutelam o desporto, visto que todos eles beneficiaram no seu percurso de um sistema que é no geral suportado pelo contribuinte.

Alguns clubes, ligas e atletas profissionais já fazem o seu contributo financeiro para organizações como a UNICEF, como é o caso do FC Barcelona, e também fundações que promovem o desporto, mas isto não é nenhuma imposição legal e muitos dos profissionais fazem-no porque é uma forma de aparentar que estão preocupados com os outros. Como é lógico isto não é verdade para todos. Alguns estão efectivamente preocupados, mas também acredito que muitos não sintam que têm algum tipo de responsabilidade social e apenas o fazem porque é “bonito” ou está na “moda” ajudar os desafortunados. Infelizmente esta é a cultura vigente entre muitos dos privilegiados que têm sorte em facturar milhões numa indústria que só existe porque o contribuinte paga os seus impostos.


Escrito por Paulo Jorge Araújo in Jornal Nordeste 24/10/2017


Técnico Superior de Desporto, Licenciado em Ciências do Desporto pelo IPB e Especialista em Gestão Desportiva pela UP

sábado, 22 de abril de 2017

A “Armada Transmontana” no Football Talks 2017

Decorreu entre 22 e 24 de Março no Centro de Congressos do Estoril a 3ª edição do Football Talks, um evento que apesar da sua curta história é já um dos mais prestigiados congressos sobre Futebol a nível Mundial.

As Associações de Futebol de Bragança e Vila Real, e muito bem, fizeram-se representar no evento pelos respectivos Presidentes, sendo que o Director Técnico da Associação de Futebol de Bragança, o Prof. Sílvio Carvalho, foi também um dos “valentes transmontanos” que marcou presença no evento, a par de Gilberto Vicente actual Treinador de Futebol no Grupo Desportivo do Cachão e de mim próprio enquanto profissional na área da Gestão do Desporto.

A “armada transmontana” (como fomos gentilmente apelidados) presente no Football Talks 2017 era constituída por cinco pessoas com responsabilidades no âmbito do desenvolvimento do Futebol e do Desporto em Trás-os-Montes.

Mas porque razão fizemos nós questão de estar presente neste evento?

A resposta é bastante simples, porque estas cinco pessoas são apaixonadas pelo Desporto em geral e pelo o Futebol em particular e nesse sentido estas mesmas pessoas querem estar na vanguarda no que diz respeito a todo o conhecimento que possa existir para que no desempenho das suas funções possam contribuir de forma efectiva para o desenvolvimento do Desporto a nível regional e simultaneamente das organizações desportivas que representam.

E então o que é que fomos lá aprender de tão extraordinário assim? Na verdade, o que aprendes em termos de volume é pouco, o principal conhecimento adquirido neste evento, na minha perspectiva, está relacionado com o perceber qual é o alinhamento estratégico entre a FIFA, a UEFA, as outras Confederações e as respectivas Federações Nacionais.

Neste momento a FIFA está claramente preocupada em recuperar a sua credibilidade e elegeu o homem certo para o lugar certo, sendo que a “boa governação” é claramente o tema prioritário para esta organização desportiva e todas as Confederações que a constituem. Por isso, as Federações Nacionais, as Associações Distritais e os Clubes também vão ter que no curto prazo implementar as medidas de “boa governação” da FIFA, porque o que está em jogo é a credibilidade do próprio Futebol.

O tema da viciação de resultados é muito importante e as apostas desportivas vieram contribuir para um clima de constate suspeição, principalmente no Futebol dos escalões jovens e não profissional, pois facilmente os vários intervenientes directos são corrompidos.

O tema do vídeo arbitro está resolvido e vai mesmo avançar, porque como diz o lendário Pierluigi Collina, o árbitro é a única pessoa no estádio que actualmente não tem acesso à tecnologia que lhe permita verificar quase “em tempo real” se a sua decisão foi certa ou errada e isto é uma tremenda desvantagem em relação aos 60 ou 70 mil presentes no local e aos milhões de telespectadores em casa.

O Futebol feminino veio para ficar e não existe qualquer dúvida que está em expansão a nível mundial, muito graças ao grande impulso e financiamento proveniente da das políticas instituídas pela FIFA.

Curioso também, foi o facto de pessoalmente ter reparado que a grande maioria dos chamados “comentadores desportivos”, que todos os dias poluem a mente de milhares de portugueses, com informação sem qualquer tipo de “conteúdo credível” e que contribuem para um clima muito negativo em redor dos temas importantes do “desporto rei” não terem sequer marcado presença neste evento de qualidade mundial.

Saudações Desportivas
Paulo Jorge Araújo

Artigo Publicado in Jornal Nordeste - 18/04/2017



quarta-feira, 27 de junho de 2012

FC Barcelona - Apresentação do balanço da época 2011/12 por Sandro Rosell




Apresentação feita por Sandro Rosell, no passado dia 26 de junho, sobre os resultados financeiros e desportivos do clube na época 2011/12 (40 milhões de euros), o presidente do Barça disse que o conselho de administração tem por objectivo "manter os activos do clube". 

 Rosell afirmou nesta apresentação que a decisão de reduzir a dívida "não afecta os negócios do dia-a-dia do clube", acrescentou ainda que os resultados financeiros mais recentes foram "fantásticos", vistos logicamente segundo uma "abordagem racional e da sustentabilidade do modelo" que já ajudou a reduzir a dívida do FC Barcelona para 320 milhões no espaço de dois anos. 

 Desportivamente o FC Barcelona conquistou nesta época 17 títulos desportivos nas mais variadas modalidades, a saída de Pep Guardiola, segundo o presidente, não afecta a filosofia de jogo da equipa e de trabalho na La Masía, assim como a cultura do clube. 

 Eu acrescento às palavras ditas por Sandro Rossel que o Barça é mais do que um clube, é uma máquina de fazer dinheiro...pois os 40 milhões de lucro desta época são feito épico!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Money and March Madness

Watch Money and March Madness on PBS. See more from FRONTLINE.


O March Madness é a Fase Final do Campeonato Americano de Basquetebol Universitário no qual participam 72 equipas. Ao longo dos anos foi-se transformando numa industria de milhões onde os "principais actores" não recebem pelas suas performances desportivas, no entanto, toda a estrutura organizacional das equipas e da NCAA, entidade que regula a competição, é altamente profissional.

sábado, 19 de junho de 2010

Desporto e Economia



Economia é a ciência social que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços...os Americanos não andam a brincar e as suas Ligas Profissionais demonstram bem que a questão é apenas uma...fazer dinheiro.

terça-feira, 30 de março de 2010

Crise? Qual crise?


Numa época em que parece não haver dinheiro para nada, onde milhares de pessoas perdem os empregos diariamente, o “desporto mundial” continua a pagar biliões às suas equipas e atletas.

Ao que parece a crise é só para alguns?!

Estes dados são referentes à época desportiva de 2008/2009

Existe um domínio dos Desportos Americanos e das suas Ligas, a par dos grandes clubes do Futebol Europeu....curiosamente o Cricket aparece em 12º lugar com a equipa Indiana dos RC Bangalore...a India e a Ásia começam a dar sinais de crescimento, tanto que Murbury o atleta mais bem pago dos NY Knicks que aparecem em 10º lugar foi jogar para a China já esta época....o dinheiro parece ter mudado de mãos e os Asiáticos vão começar a dominar a indústria desportiva é só uma questão de tempo.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Premier League no Topo


A Premier League e os Clubes que fazem parte da mesma, são actualmente, segundo um relatório da Deloitte, a Liga e os Clubes que mais receitas geram nas 3 principais fontes de receitas: Jogo, Transmissões Televisivas e Receitas Comerciais.

O relatório anual elaborado conclui que a Premier League e os seus Clubes aumentaram significativamente as suas receitas da época 2006/2007 para a época 2007/2008.

Sendo que os 20 Clubes que compõem a "PL" obtiveram na época 2006/2007 mais de 1.5 Biliões de Libras de receitas, mas no que diz respeito à corrente época, a empresa que elaborou o relatório, diz que a Premier League e os seus Clubes geraram receitas na ordem dos 1.9 Biliões de Libras.

Este facto atira a Premier League para o Topo do ranking das ligas com maior produção de Capital, o que faz com que jogar/treinar em Inglaterra se torne cada vez mais apetecível para qualquer técnico ou jogador…

Graças a estas receitas a Premier Legue consegue atrair os melhores para o seu "espaço de intervenção" e assim produzir o melhor espectáculo futebolístico do planeta.

domingo, 25 de maio de 2008

Man United a "Máquina Registadora"


Em Janeiro de 2008 o Man United publicou os resultados financeiros do ano de 2007, os quais apontavam para um "turn-over" de 200 milhões de libras, foi um "Record" até então...Com a conquista da "Champions League 08" o Man U, segundo o "Jornal Desportivo Record", recebeu 127,5 milhões de euros.

Não sou muito bom em matemática, mas dá para perceber que o "Record financeiro" da época de 2007 vai ser batido em 2008....caso para dizer que o United é uma autentica "Máquina Registadora".

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Manchester United e o seu novo record!


O Man United irá apresentar brevemente os resultados financeiros do ano de 2007, os quais apontam para receitas financeiras na ordem dos 200 milhões de libras.
No ano de 2006 0 Man United teve um "turnover" de 167.75 milhões de libras e um lucro de 46.25 milhões.
O record em termos de "turnover" estava anteriormente situado nos 174 milhões de libras....