sábado, 3 de dezembro de 2016

O grande líder eleva os outros


Informo desde já que vou escrever sobre uma pessoa que para mim é uma referência profissional e à qual, felizmente, já tive a oportunidade de lhe poder transmitir este meu sentimento de admiração. Essa pessoa é Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, membro do Comité Executivo da UEFA, ex-presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, ex-Administrador do FC Porto – Futebol SAD, ex-Administrador do FC Porto – Basquetebol SAD, ex-Director Geral do FC Porto, ex-Presidente da Liga de Clubes de Basquetebol e lendário basquetebolista do FC Porto. Fernando Gomes é um verdadeiro homem do desporto, um ex-atleta de grande sucesso, um dos mais experientes, capazes e competentes lideres desportivos que Portugal já viu. Tal como fazia nas equipas de basquetebol onde era o “base” ele destaca-se no dirigismo desportivo como um grande líder mas com a particularidade de ser um líder discreto, apesar de nunca lhe ter faltado firmeza. 

O lendário treinador de Futebol Americano, Vince Lombardi, diz que os lideres não nascem, eles fazem-se. E na minha modesta opinião ele tem toda a razão, no caso de Fernando Gomes ele fez-se um líder dentro do campo de basquetebol e fez o "transfer" dessas suas competências de liderança para o mundo da gestão desportiva, onde desde 1992 se tem afirmado como um dos mais competentes gestores desportivos que Portugal já teve. 

O FC Porto venceu a Champions League em 2004 e Portugal venceu o Campeonato Europeu de Futebol em 2016, o único e verdadeiro denominador comum entre estes dois grandes feitos desportivos chama-se Fernando Gomes, pois ele integrava em 2003/04 o Conselho de Administração do FC Porto – Futebol SAD e em 2016 ele era e é o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

Parece coincidência mas não é, o grande líder contagia e eleva os outros, sendo que é impossível alguém ser um grande líder se não tiver credibilidade, carácter, integridade, competência, visão e capacidade para motivar os outros. Os maiores especialistas mundiais em liderança dizem que a liderança não depende da posição ou do cargo desempenhado na organização, mas sim da relação que se consegue gerar com os outros, a liderança é pessoal e está fundamentalmente relacionada com as crenças, valores e os princípios do individuo. Fernando Gomes lidera através do exemplo e recentemente esteve no distrito de Bragança onde visitou a cidade de Mirandela, a cidade de Bragança e a Associação de Futebol de Bragança. Ele vai ao terreno, ele quer conhecer a realidade local porque ele sabe que na gestão do desporto não há receitas milagrosas e cada localidade ou região tem especificidades muito próprias e que importa conhecer bem para traçar estratégias adequadas ao contexto. 

O lendário Nelson Mandela tem uma frase muito boa e que demonstra bastante bem qual é o tipo de liderança que Fernando Gomes aplica e que ajuda a elevar todos os que com ele colaboram: “é melhor liderar a partir da retaguarda e colocar outros à frente, especialmente quando estamos a celebrar uma vitória por algo de muito bom que aconteceu. Mas deves tomar a linha da frente quando há perigo”. Fernando Gomes é um grande líder mas é discreto, não aparece muito nos media, não fala muito, não é muito de dar nas vistas, mas se um dia houver problemas, ninguém duvide que ele vai se o primeiro a dar o “corpo às balas” pois na minha opinião ele possui duas características importantes em qualquer grande líder, é um homem de coragem e que assume as próprias responsabilidades. 

Para finalizar deixo-vos uma frase sobre liderança, com cerca de 2000 anos, e que diz o seguinte:“um exército de cervos comandado por um leão é muito mais temível do que um exército de leões comandado por um cervo”. 

Escrito in Jornal Nordeste 25/10/2016 por Paulo Jorge Araújo - Técnico Superior de Desporto, Licenciado em Ciências do Desporto pelo IPB e Especialista em Gestão Desportiva pela UP

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Qual é o legado de Cruyff e o que é que um “pequeno clube” pode aprender com ele?


Sou algo suspeito ao abordar este assunto porque Johan Cruyff é uma das minhas maiores referências desportivas enquanto crescia, tal como o é o AFC Ajax vencedor da Liga dos Campeões em 1995, o “futebol total” e o mentor de toda esta verdadeira cultura do futebol holandês, o lendário Rinus Michels. 

Segundo Gustavo Pires, Professor na Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa, a cultura de uma organização desportiva é determinada pela sua filosofia de acção que se expressa na identidade cultural que anima e congrega as pessoas que a ela das mais diversas maneiras se ligam. Pois é mas isto não era um artigo de opinião sobre futebol? Era e é, pois o “futebol total” de Rinus Michels e o AFC Ajax foi ambiente cultural onde cresceu e se desenvolveu Johan Cruyff e posteriormente outras lendas do futebol mundial como Frank Rijkaard, Marco Van Basten, Ronald Koeman ou Dennis Bergkamp (a lista de talentos oriundos do Ajax é vasta). 

Johan Cruyff foi um dos mais fieis discípulos e intérpretes do “futebol total” de Rinus Michels, sendo que ambos trabalharam juntos mais de 10 anos, enquanto jogador e treinador, entre as passagens de ambos pelo AFC Ajax, FC Barcelona e a “Laranja Mecânica” do Mundial de 1974. Cruyff termina a sua fabulosa carreira como jogador em 1984 e entre 1985 e 1988 segue os passos do seu mentor e vai treinar o AFC Ajax. Johan Cruyff conquista em 1986-87 a Taça das Taças e a sua equipa é somente constituída por alguns dos mais talentosos futebolistas de sempre: Marco Van Basten, Frank Rijkaard e Dennis Bergkamp. Estes jogadores, assim como muitos outros que se seguiram (como Patrick Kluivert, Clarence Seedorf e Edgar Davids), são provenientes da academia do AFC Ajax que privilegia a qualidade individual e o futebol criativo baseado na velocidade e na técnica (em inglês “TIPS”: technique, insight, personality and speed) no entanto, os aspectos tácticos são fundamentais e todas equipas da formação aprendem a jogar em mais que um sistema táctico sendo que é privilegiada a aprendizagem do famoso “3-4-3” soberbamente interpretado pela equipa principal do clube. 

Em 1988 Johan Cruyff muda-se para o FC Barcelona e não tardou a contribuir de forma efectiva para a aplicação de todo um conjunto de ideias provenientes do AFC Ajax, que ajudaram a melhorar e a transformar a academia do FC Barcelona numa verdadeira fábrica de talentos. Actualmente a academia do FC Barcelona é considerada uma das melhores do mundo, esta mesma academia formou Pep Guardiola, que também foi treinado por Cruyff e que por sua vez afirma que o “mestre holandês” foi uma das pessoas mais influentes do futebol europeu nos últimos 40/50 anos, tendo contribuído com as suas ideias para a definição de um estilo de jogo em dois dos maiores clubes do velho continente. Para Pep Guardiola não era possível existir o FC Barcelona de hoje sem as ideias de Johan Cruyff, o clube enquanto organização desportiva existiria, mas a filosofia que há mais de 25 anos dá suporte ao modelo de jogo e à identidade do jogar do FC Barcelona não, ou seja, resumidamente o mundialmente famoso “tiki-taka” não existiria sem Cruyff. 

Mas então o que é que um “pequeno clube” pode aprender com o legado deixado por Johan Cruyff? 
Na minha humilde opinião e seguindo (julgo eu), a linha de pensamento de Cruyff, um “pequeno clube” deverá ter que perceber primeiramente que é na sua escola de formação de atletas que deve investir (formar com qualidade tem que ser o seu “core business”). O clube deve virar-se para dentro e potencializar os seus recursos humanos (treinadores), deve definir claramente qual é que é a sua identidade, os seus valores e trabalhar com base neles, deve definir que tipo de jogar pretende e como vai ser operacionalizado esse jogar em todas as suas equipas, desde os sub-7 aos seniores. Para isso ser possível é necessário que exista, entre outras coisas, um “coordenador metodológico” que “obrigue” os treinadores das diferentes equipas a trabalhar de forma concertada e de acordo com uma metodologia previamente definida, até para que possa existir uma transição mais suave dos atletas de um escalão para o outro, até chegarem à equipa sénior. Normalmente cada treinador tende a trabalhar a sua equipa de forma independente e à sua maneira, dentro daquilo que é a sua concepção de jogo. Este facto não abona muito a favor da definição de uma filosofia de acção dentro do clube, que em casos normais conduziria à identidade cultural que é vulgarmente definida como o ADN do clube (por exemplo o “tiki-taka” é claramente parte da identidade do FC Barcelona). 

Em jeito de conclusão dizer que o que Johan Cruyff nos deixou como legado foi a sua visão e as suas ideias, para ele o futebol era um espectáculo ao qual os adeptos vão para ver a sua equipa vencer, mas também para serem entretidos, por isso ele privilegiava o futebol de ataque, com muita posse de bola e controlo absoluto do jogo. Para operacionalizar esta visão são necessários jogadores de elevada qualidade técnica, inteligência, personalidade e velocidade, como eles não nascem ensinados, temos que os formar nós dentro do nosso próprio clube. Para que isso seja possível é necessário que se possua uma filosofia de trabalho, alicerçada numa metodologia, que deverá ser transversal a todas as equipas e que permita aos jogadores da formação desaguar tranquilamente nos seniores. 

 RIP #14

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Existe holiganismo no desporto Infanto-Juvenil?


A resposta a esta questão é no meu ponto de vista bastante simples, pois na minha perspetiva não existe hooliganismo nenhum, existe sim é uma tremenda falta de educação, particularmente e neste contexto falta de “educação desportiva”.

Esta minha crónica vem no seguimento de um artigo que li recentemente no site “observador.pt” e que dizia que existem muitos pais hooligans no desporto infanto-juvenil, descrevendo diversas situações reais, negativas e hilariantes relativas ao comportamento de alguns dos pais no desporto.
Não é totalmente verdade que existam pais hooligans no desporto infanto-juvenil, existem sim alguns pais que não se sabem comportar como deve ser porque durante a sua infância e juventude foram muito mal formados no que ao desporto diz respeito. Na verdade, muitos nem sequer estiveram enquadrados em qualquer sistema que lhe proporciona-se prática desportiva, quanto mais uma “educação desportiva”.

Existem também alguns pais que apesar de terem dito sucesso desportivo enquanto praticantes não assimilaram valores fundamentais do desporto e manifestam um profundo ressentimento pelos filhos não conseguirem alcançar feitos idênticos aos seus.

Normalmente, as pessoas que tiveram vivências desportivas positivas, foram bem orientados e educados, sabem-se comportar muito bem e dão um suporte muito bom aos seus filhos passando-lhe valores fundamentais para terem sucesso na vida e no desporto.

Infelizmente, no mundo do treino e da competição que envolve crianças e jovens são detetadas situações extremamente negativas decorrentes de comportamentos e atitudes por parte de alguns pais que acabam por provocar danos significativos aos seus próprios filhos. Segundo o Professor Vasconcelos Raposos (2006), a generalidade desses comportamentos encontra-se associada a fortes pressões para que as crianças e os jovens vençam as competições em que participam, a posições de um permanente criticismo relativamente a tudo que os filhos fazem e a uma desvalorização do que de bom as crianças e jovens conseguem realizar nos treinos e nas competições.

Felizmente é também uma realidade, que nos deixa a todos muito satisfeitos, que a maioria dos pais apoia e acompanha de forma positiva os seus filhos, o que os torna no verdadeiro epicentro de suporte ao desenvolvimento desportivo, quer no clube quer na pratica do desporto em geral.
No que diz respeito aos resultados desportivos, alguns estudos tem apresentado conclusões muito interessantes quanto à influencia dos pais nos resultados alcançados pelos filhos, o que nos faz compreender o importante papel familiar e que de certa forma acaba por determinar o posicionamento dos jovens perante o desporto.

Estes estudos são oriundos dos Estados Unidos da América e um deles consistiu em criar dois grupos de jovens e atribuir tarefas a esses grupos que desempenhavam as mesmas na presença dos pais. Num dos grupos os pais eram tensos, exigentes e imponham as suas ideias aos jovens interferindo constantemente com eles. No outro grupo os pais eram tranquilos, encorajavam os filhos, brincavam e apresentavam sugestões, dando total apoio às soluções apresentadas pelos filhos. O resultado deste estudo indicou que os jovens do segundo grupo foram os que apresentaram um progresso mais significativo e mantiveram uma motivação mais elevada perante o aumento do grau de dificuldade das tarefas que lhes foram sendo apresentadas.

Em jeito de conclusão dizer que na minha opinião o fenómeno do hooliganismo não tem expressão no desporto infanto-juvenil, o que existe é sim é falta de “educação desportiva”. Esta “educação desportiva” deverá ser implementada pelos clubes desportivos, federações etc. mas deveria ser principalmente assumida como um “autêntico desígnio nacional” pelo Ministério da Educação que deveria substituir a já velhinha e ultrapassada disciplina Educação Física pela disciplina de “Educação Desportiva” cujo objetivo seria transmitir aos alunos uma cultura desportiva, que lhes permita praticar mas também conhecer verdadeiramente o desporto, a sua história e os seus valores, preparando as pessoas para os diferentes papeis ligados com o desporto: praticantes, atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, espectadores, investidores e pais.

Sim pais, porque nas palavras do treinador Mike Krzyzewski (também conhecido por Coach K) da poderosa Universidade de Duke e antigo selecionador de Basquetebol dos EUA: “os pais podem realmente ajudar, mas eles também podem prejudicar o desenvolvimento dos seus filhos”.


quinta-feira, 5 de maio de 2016

O que é o Desporto?


Parece fácil responder a esta pergunta, mas não é. Parece fácil porque o Desporto, mais especificamente o “espectáculo desportivo”, chega actualmente até nós através de diversos dispositivos tecnológicos que nos permitem assistir em tempo-real a diversas competições desportivas, saber os resultados desportivos e conhecer os grandes protagonistas. No início eram basicamente os jornais, posteriormente veio a rádio, depois a televisão e actualmente a internet é um dos grandes meios de divulgação do “espectáculo desportivo”.
Aparentemente o Desporto, para o comum dos mortais, é apenas e só o “espectáculo desportivo”, mas o Desporto é bem mais vasto do que a indústria do “espectáculo desportivo” que diariamente “entretém” milhares de pessoas em todo mundo e gera biliões de euros em receitas.

O sistema desportivo é um “guarda-sol gigante” que contem diversos sectores desportivos: sector escolar, sector federado, sector militar, sector universitário, sector do turismo, sector do trabalho (INATEL), sector do desporto para populações especiais, sector autárquico e o sector prisional. O “espectáculo desportivo” que invade as nossas casas diariamente, corresponde fundamentalmente ao sector do desporto federado e dentro deste a um grupo muito restrito de competições entre federações, clubes, equipas e atletas de alto-rendimento.

Na minha opinião e após 20 anos dedicado a esta área (1996-2016): o desporto é o mais fantástico fenómeno da humanidade. Mas esta minha opinião, algo filosófica, define o conceito de Desporto ou diz-nos concretamente o que é o Desporto? A resposta é não. Saber e entender o que é o Desporto requere estudo, felizmente existe um conjunto de pessoas fantásticas que se dedica a estudar o Desporto em várias instituições de ensino credíveis deste nosso Portugal. Sim, porque algumas das nossas instituições de Ensino Superior na área do Desporto já ajudaram a produzir algumas mas mais fantásticas mentes do desporto nacional e internacional actual.

A resposta à questão “que é o Desporto?” leva-nos fundamentalmente à necessidade de perceber e definir o conceito de Desporto.

Citando Paulo Araújo & Pedro Rodrigues (2004), segundo a bibliografia não existe ainda uma definição universalmente aceite em relação ao desporto, por exemplo a definição Norte Americana caracteriza desporto como:

- Actividade que requer uma complexidade de capacidades físicas e exercício físico vigoroso.
- Envolve organização e regulamentação da competição.
- Ao mesmo tempo que é organizado e estruturado segundo regras bem definidas mantêm uma ligação muito forte com a liberdade e espontaneidade.
O sentido de institucionalização competitiva, regras formalizadas distingue claramente os desportos de elite do exercício físico esporádico como o jogging, o skate, os passeios de bicicleta que se fazem ao fim de semana. “(…)” As actividades informais são designadas na América do norte como recreação” .

O Conselho da Europa em 1992 definiu Desporto como:
“(…)”Todas as formas de actividade física, formais ou informais, que visam a melhoria das capacidades físicas e mentais, fomentam as relações sociais, ou visam obter resultados na competição a todos os níveis” .
Claramente existem na actualidade duas correntes no ocidente relativamente ao conceito de Desporto. A definição Europeia não distingue desporto profissional de desporto não profissional, basicamente todas as formas de exercício físico são referidas como desporto, os autores Americanos não concordam muito com a definição usada na Europa, mas os Europeus também não concordam muito com a definição Norte Americana.

O Professor Gustavo Pires da Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa e da Faculdade de Desporto do Porto, na sua vasta bibliografia, faz referências a várias definições deDesporto segundo variados autores, sendo algumas as seguintes:

Coubertin, Pierre (1934): “(…)” o desporto é um culto voluntário e habitual de exercício muscular intenso suscitado pelo desejo de progressão e não hesitando em ir até ao risco”;
Dicionário Larousse: “(…)”pratica metodológica de exercícios físicos com a finalidade de aumentar a força, a destreza e a beleza do corpo”.

Hébert, (1935): “(…)”o desporto é “todo o género de exercícios ou de actividades físicas tendo por fim a realização de uma performance e cuja execução repousa essencialmente sobre um elemento definido: ma distância, um tempo, um obstáculo uma dificuldade material, um perigo, um animal, um adversário e por extensão, o próprio desportista”.

Gillet, Bernard (1949): “(…)”resumidamente diz que o desporto é uma actividade física intensa, submetida a regras precisas e preparada por um treino físico e metódico”.

Huizinga (1951): “(…)”no seu, já célebre livro Homo Ludens, Essai sur la Fonction Social du Jeu definiu jogo da seguinte maneira: jogar é uma actividade ou ocupação voluntária executada dentro de determinados limites de tempo e de lugar de acordo com regras livremente aceites, mas absolutamente obrigatórias tendo o seu objectivo em si próprio, e sendo acompanhado por um sentimento de tensão, alegria e consciência de que isso é diferente da vida normal”.

Para o Professor Gustavo Pires decorre de todas estas e de outras definições que desporto envolve: “(…)”exercício físico, competição, desafio, esforço, luta, apetrechos, estratégia, e táctica, princípios, objectivos, instituições, regras, classificações, tempo livre, jogo, vertigem, aventura, investigação, dinheiro, lazer, sorte, rendimento, simulação, códigos, resultados, prestações, treino, força, destreza, meditação, tempo, espaço, beleza, medição, voluntarismo, morte, etc.”.

Em jeito de conclusão, dizer-vos que embora não haja uma definição universalmente aceite em relação ao que é o Desporto esta divide-se em duas correntes no ocidente e visto que o Desporto da Era Moderna surgiu na Europa após a Revolução Industrial, penso que a definição proposta pelo Conselho da Europa em 1992 é aquela que está de acordo com a nossa realidade. Devo também dizer-vos, visto que isto é um artigo de opinião, que para mim e segundo as minhas reflexões e convicções eu identifico-me mais com a definição Norte Americana que faz claramente a distinção entre Desporto e Recreação.



domingo, 3 de janeiro de 2016

The Southampton Way: Potential into Excellence




Documentário da NBC sobre a "fábrica de talentos" do Southampton FC e a capacidade que o clube teve para sair do 3º escalão do futebol inglês (League One) e rumar à Premier League.

sábado, 16 de agosto de 2014

A História do New York Cosmos



 A extraordinária história da criação e decadência da equipa do New York Cosmos e da Liga de Futebol Americana. Apesar do insucesso do projecto foram lançadas as "sementes" para o desenvolvimento do "soccer" nos Estados Unidos da América.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Palestra Motivacional do Treinador Herm Edwards



 Palestra motivacional do treinador de futebol americano Herm Edwards aos "Rookies" da NFL. Provavelmente uma das melhores palestras de sempre...

terça-feira, 15 de abril de 2014

Michigan Fab Five



Fab Five foi a alcunha pela qual ficou conhecida uma das melhores equipas de basquetebol que a NCAA já teve oportunidade de ver…os “cinco fabulosos” da Universidade de Michigan eram cinco jogadores "caloiros" que "tomaram de assalto" o campeonato universitário americano.

No entanto e apesar de todo o sucesso desportivo que tiveram, cometeram uma série de infracções às regras de conduta impostas pela NCAA.

Chris Webber foi um dos principais envolvidos e em 2002 após vários anos de investigação ficou provado que Webber e vários outros jogadores da Universidade de Michigan recebiam dinheiro de apostas através de Ed Martin. Esse facto violava as regas de conduta do estatuto de atleta amador, a própria Universidade e a NCAA impuseram uma série de sanções ao departamento atlético dos Wolverimes, especificamente à equipa de basquetebol masculina, o que entre outras sanções obrigou a apagar todo o historial desportivo relativo aos jogos, recordes e conquistas obtidos pelos atletas e equipas onde os infractores jogavam.

Os "banners" relativos aos feitos das equipas foram retirados do pavilhão, algo que deixou marca nos outros atletas que fizeram parte da equipa mas não estavam envolvidos no escândalo relacionado com Ed Martin.

Curiosamente ou não…o contributo que estes cinco “Fresmen” deram ao espectáculo desportivo, em particular ao até então "old fashion" basquetebol universitário americano... não é fácil de apagar da memória de todos aqueles que assistiram aos seus jogos.

Nota - Este documentário foi o documentário desportivo mais visto de sempre na ESPN

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cultura Organizacional dos Miami Hurricanes



 Como é que transforma uma organização que vale “zero” em termos desportivos e financeiros numa organização desportiva de sucesso?

Resposta: através da mudança da sua cultura organizacional…. e quem é que processa essa mudança?
Claramente a mudança só poderá ocorrer e renascer como uma nova cultura através de líderes capazes.

E quem é que são esses lideres?
No caso dos Miami Hurricanes, o líder que fez nascer uma nova cultura e transformou uma organização de pouco sucesso como a “The U” numa organização temida desportivamente e com muito sucesso financeiro, foi o treinador e manager Howard Schnellenberger.

Outros treinadores de sucesso se seguiram (Jimmy Johnson, Dennis Erickson) todos eles contribuíram para o desenvolvimento da Cultura Organizacional da “The U”, mas o pai da estrutura que conduziu ao sucesso dos Hurricanes da Universidade de Miami, foi o “sr. do cachimbo”, que chegou ao campus em 1979 e traçou um plano a 5 anos que culminou com o campeonato da NCAA em 1983.
“The U” celebraria mais 3 títulos nacionais em 1987, 89 e 91. A Universidade de Miami é somente a escola que colocou mais jogadores como escolhas nº1 do Draft da NFL…14 no total …os Hurricanes são uma autentica "marca registada".

sexta-feira, 29 de março de 2013

Theory of Evolution vs. Theory of Competition




Here's the thing that makes life so interesting: The Theory of Evolution claims that "only the strong shall survive." Maybe so, maybe so.... But the Theory of Competition says "just because they're the strong doesn't mean they can't get their asses kicked." That's right!

 See, what every long-shot, come-from-behind underdog will tell you is this: The other guy may in fact be the favorite; the odds may be stacked against you. Fair enough ...

 But what the odds don't know is this isn't a math test. This is a completely different kind of test. One where passion has a funny way of trumping logic. So before you step up to the starting line, before the whistle blows and the clock starts ticking, just remember: out here, the results don't always add up.

 No matter what the stats may say and the experts may think and the commentators may have predicted, when the race is on, all bets are off. Don't be surprised if someone decides to flip the script and take a pass on yelling "uncle". And then suddenly, as the old saying goes, "We got ourselves a game."

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