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domingo, 30 de setembro de 2018

De onde veio e para onde vai o desporto transmontano?


O Desporto como nós o conhecemos hoje nasceu em Inglaterra com a Revolução Industrial. Antes disso não existia a chamada “sociedade do tempo-livre”, pois todas as actividades eram geridas de acordo com as horas de sol, sendo que principalmente na agricultura trabalhava-se de sol-a-sol.

Aquela velhinha ideia que o desporto vem desde a Grécia Antiga é um erro histórico grave pois os gregos da antiguidade clássica não praticavam desporto, treinavam e competiam mas o seu objectivo principal era realizar uma preparação para o combate militar. As primeiras provas dos Jogos Pan-helénicos incluíam corridas com equipamentos militares, tais como escudos, espadas e capacetes. Assim sendo, o treino e a competição, eram nada mais nada menos que um meio de preparação militar, que substituía a guerra quando imposta a Trégua Sagrada e que colocava as cidades-estado não a lutar entre si directamente, mas sim indirectamente através da competição nos Jogos Pan-helénicos.

O Barão Pierre de Coubertin achou graça ao que os gregos da antiguidade clássica faziam e basicamente “copiou a ideia”, sendo que as práticas competitivas que ele incluiu nos Jogos Olímpicos eram, em grande parte, algumas das modalidades desportivas que nós conhecemos hoje e assim sendo em 1896 organizou em Atenas a 1ª Olimpíada da era Moderna. 

Existem jornais do início do Século XX que falam de conferências realizadas por “Sportsmen” (aquilo que hoje chamamos vulgarmente de desportistas) em clubes sociais das capitais de distrito do interior do nosso país. Estes clubes eram organizações onde se realizavam bailes, jogava-se às cartas, as elites conviviam e falavam dessa moda que era o “Sport”, que estava muito em voga na Inglaterra. Estas entidades eram, claramente, uma imitação dos clubes de sociedade britânicos e em muitos casos foi ali que se começaram a dar as primeiras aulas de ginástica.

 Os primeiros clubes desportivos surgem em Trás-os-Montes e Alto Douro apenas no início dos anos vinte. Em 1920 é fundado o Sport Clube de Vila Real e em 1926 nasce o Sport Clube de Mirandela. Seja como for estes clubes desportivos transmontanos são fundados com alguns anos de atraso em relação aos primeiros clubes desportivos nacionais. Veja-se os casos do Oporto Cricket and Lawn Tennis Club fundado em 1855, da Real Associação Naval fundada em 1856 e por exemplo do Ginásio Clube Figueirense fundado em 1895. 

Segundo o Professor António José Serôdio da UTAD, no início do século o ciclismo e o boxe eram desportos muito praticados e o futebol pouco tempo depois passou a ser o desporto dominante. Os clubes desportivos surgiram em grande parte dos concelhos transmontanos como forma de contestação ao poder económico, político e cultural que as sedes de distrito representavam em relação a concelhos de menor importância. O clube desportivo e principalmente o futebol era, na época, uma forma de combater e contestar a hegemonia das capitais de distrito. Muitas vezes clubes de concelhos mais pequenos contrataram jogadores do litoral, e até de Espanha, para jogar contra os “opressores”, na época os regulamentos assim o permitiam. Com estas rivalidades surgiram diversas vezes problemas de desordem pública que obrigaram à intervenção da polícia. 

Trás-os-Montes e o Alto Douro sentiram durante muitos anos o fenómeno do êxodo rural e a partir dos anos 80 do século passado esta situação intensificou-se, quer no caso dos retornados de África após o 25 de Abril, quer de outros que já habitavam na região e que tiveram que emigrar ou ir em busca de melhores condições de vida nas cidades do litoral. A situação é grave e entre 2001 e 2014 a região perdeu cerca de 36 000 habitantes, se tivermos em conta que em 2014 o número de idosos já duplicara em relação em relação ao número de crianças entre os 0-14 anos. O cenário é, na minha opinião, negro pois sem pessoas não há desporto e a demografia ilustra bem qual é a força de uma região.

 Nascem cada vez menos crianças, logo na minha perspectiva o desporto competitivo e os clubes desportivos vão passar um mau bocado no futuro, pois não vai haver praticantes jovens suficientes para toda a oferta que existe actualmente e existem mesmo clubes em localidades mais pequenas que vão ter que fechar a porta a médio prazo. Penso que a longo prazo os grandes jogos desportivos colectivos como o futebol de onze vão acabar e em algumas localidades com menos população a tendência será haver desenvolvimento de alguns desportos individuais e da prática do futsal, visto que são necessários menos elementos para fazer uma equipa. 

Posto este cenário, parece-me que a longo prazo quem vai dominar as actividades desportivas em Trás-os-Montes vai ser o segmento dos idosos e dentro destes vão estar em particular destaque os que estão institucionalizados pois esses integram em definitivo a já anteriormente referida “sociedade do tempo-livre”, que nasceu com a Revolução Industrial. 

Escrito por Paulo Jorge Araújo Técnico Superior de Desporto, Licenciado em Ciências do Desporto pelo IPB e Especialista em Gestão Desportiva pela UP.

Publicado originalmente em Jornal Nordeste

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

WORLD FOOTBALL SUMMIT EM MADRID


Recentemente estive num congresso sobre futebol chamado “World Football Summit”, em Madrid, um evento bastante mediático e que junta algumas das mais importantes figuras do futebol europeu e mundial. Ao contrário do “Football Talks”, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol, o “World Football Summit” abordou mais temáticas relacionadas com a multimilionária indústria das ligas profissionais de futebol, tanto que este evento teve como principal parceiro a Liga Espanhola de Futebol (LaLiga).

Para mim o evento além de me possibilitar o estabelecimento de contactos, foi claramente uma oportunidade para reflectir sobre o trabalho que fazemos no dia-a-dia e o contributo que é dado pelas organizações sem fins lucrativos como as federações, associações, clubes, o próprio estado e as autarquias locais para toda a estrutura do “modelo europeu de desporto”.
Na verdade, as ligas desportivas profissionais são organizações privadas que geram muito dinheiro, mas em termos estruturais são débeis pois edificam-se sobre uma estrutura de “desporto amadora” que ou é apoiada pelos organismos do estado, que tutelam o desporto e as autarquias, ou então não vai haver no futuro atletas para alimentar essa indústria porque quem faz acontecer o desporto todos os dias são os actores locais (clubes e autarquias).

Na verdade, não existe a possibilidade de haver ligas profissionais sem que o estado cumpra com a função de permitir que todos os cidadãos tenham oportunidade de ter acesso à prática desportiva. Em Portugal isso está consagrado no Artigo 79º da Constituição da República. Nesse sentido deixem-me valorizar o papel e o trabalho que é feito nas autarquias locais na área do desporto pois sem elas não existiam financiamentos, instalações, transportes e inclusive a promoção do desporto. Este trabalho é feito todos os dias em parceria com as unidades básicas do associativismo desportivo que são os clubes, que por sua vez são sócios das associações de modalidade, estas por sua vez membros das federações nacionais e as federações nacionais por sua vez são filiadas internacionalmente.

No que diz respeito a questões financeiras, felizmente, já foram dados alguns passos importantes pela FIFA que, em 2010, desenvolveu um mecanismo de solidariedade que reverte a favor dos clubes de formação dos jogadores. Os clubes de formação recebem uma percentagem quando um jogador (formado nesse clube) é vendido para outro clube, e, em todas as transferências efectuadas reverte sempre uma percentagem referente ao escalão que o jogador frequentou nos clubes onde se formou entre os 12 e os 23 anos. Mas isto não chega para ajudar a funcionar todo o sistema e penso que podiam ser dados ainda mais alguns passos significativos se cada um dos atletas profissionais, treinadores, gestores, sociedades desportivas e as ligas profissionais fossem taxados nas suas receitas anuais e esse valor reverte-se directamente a favor dos organismos do estado que tutelam o desporto, visto que todos eles beneficiaram no seu percurso de um sistema que é no geral suportado pelo contribuinte.

Alguns clubes, ligas e atletas profissionais já fazem o seu contributo financeiro para organizações como a UNICEF, como é o caso do FC Barcelona, e também fundações que promovem o desporto, mas isto não é nenhuma imposição legal e muitos dos profissionais fazem-no porque é uma forma de aparentar que estão preocupados com os outros. Como é lógico isto não é verdade para todos. Alguns estão efectivamente preocupados, mas também acredito que muitos não sintam que têm algum tipo de responsabilidade social e apenas o fazem porque é “bonito” ou está na “moda” ajudar os desafortunados. Infelizmente esta é a cultura vigente entre muitos dos privilegiados que têm sorte em facturar milhões numa indústria que só existe porque o contribuinte paga os seus impostos.


Escrito por Paulo Jorge Araújo in Jornal Nordeste 24/10/2017


Técnico Superior de Desporto, Licenciado em Ciências do Desporto pelo IPB e Especialista em Gestão Desportiva pela UP

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Qual é o legado de Cruyff e o que é que um “pequeno clube” pode aprender com ele?



Sou algo suspeito ao abordar este assunto porque Johan Cruyff é uma das minhas maiores referências desportivas enquanto crescia, tal como o é o AFC Ajax vencedor da Liga dos Campeões em 1995, o “futebol total” e o mentor de toda esta verdadeira cultura do futebol holandês, o lendário Rinus Michels.

Segundo Gustavo Pires, Professor na Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa, a cultura de uma organização desportiva é determinada pela sua filosofia de acção que se expressa na identidade cultural que anima e congrega as pessoas que a ela das mais diversas maneiras se ligam. Pois é mas isto não era um artigo de opinião sobre futebol? Era e é, pois o “futebol total” de Rinus Michels e o AFC Ajax foi ambiente cultural onde cresceu e se desenvolveu Johan Cruyff e posteriormente outras lendas do futebol mundial como Frank Rijkaard, Marco Van Basten, Ronald Koeman ou Dennis Bergkamp (a lista de talentos oriundos do Ajax é vasta). 

Johan Cruyff foi um dos mais fieis discípulos e intérpretes do “futebol total” de Rinus Michels, sendo que ambos trabalharam juntos mais de 10 anos, enquanto jogador e treinador, entre as passagens de ambos pelo AFC Ajax, FC Barcelona e a “Laranja Mecânica” do Mundial de 1974. Cruyff termina a sua fabulosa carreira como jogador em 1984 e entre 1985 e 1988 segue os passos do seu mentor e vai treinar o AFC Ajax. Johan Cruyff conquista em 1986-87 a Taça das Taças e a sua equipa é somente constituída por alguns dos mais talentosos futebolistas de sempre: Marco Van Basten, Frank Rijkaard e Dennis Bergkamp. Estes jogadores, assim como muitos outros que se seguiram (como Patrick Kluivert, Clarence Seedorf e Edgar Davids), são provenientes da academia do AFC Ajax que privilegia a qualidade individual e o futebol criativo baseado na velocidade e na técnica (em inglês “TIPS”: technique, insight, personality and speed) no entanto, os aspectos tácticos são fundamentais e todas equipas da formação aprendem a jogar em mais que um sistema táctico sendo que é privilegiada a aprendizagem do famoso “3-4-3” soberbamente interpretado pela equipa principal do clube. 

Em 1988 Johan Cruyff muda-se para o FC Barcelona e não tardou a contribuir de forma efectiva para a aplicação de todo um conjunto de ideias provenientes do AFC Ajax, que ajudaram a melhorar e a transformar a academia do FC Barcelona numa verdadeira fábrica de talentos. Actualmente a academia do FC Barcelona é considerada uma das melhores do mundo, esta mesma academia formou Pep Guardiola, que também foi treinado por Cruyff e que por sua vez afirma que o “mestre holandês” foi uma das pessoas mais influentes do futebol europeu nos últimos 40/50 anos, tendo contribuído com as suas ideias para a definição de um estilo de jogo em dois dos maiores clubes do velho continente. Para Pep Guardiola não era possível existir o FC Barcelona de hoje sem as ideias de Johan Cruyff, o clube enquanto organização desportiva existiria, mas a filosofia que há mais de 25 anos dá suporte ao modelo de jogo e à identidade do jogar do FC Barcelona não, ou seja, resumidamente o mundialmente famoso “tiki-taka” não existiria sem Cruyff. 

Mas então o que é que um “pequeno clube” pode aprender com o legado deixado por Johan Cruyff? 
Na minha humilde opinião e seguindo (julgo eu), a linha de pensamento de Cruyff, um “pequeno clube” deverá ter que perceber primeiramente que é na sua escola de formação de atletas que deve investir (formar com qualidade tem que ser o seu “core business”). O clube deve virar-se para dentro e potencializar os seus recursos humanos (treinadores), deve definir claramente qual é que é a sua identidade, os seus valores e trabalhar com base neles, deve definir que tipo de jogar pretende e como vai ser operacionalizado esse jogar em todas as suas equipas, desde os sub-7 aos seniores. Para isso ser possível é necessário que exista, entre outras coisas, um “coordenador metodológico” que “obrigue” os treinadores das diferentes equipas a trabalhar de forma concertada e de acordo com uma metodologia previamente definida, até para que possa existir uma transição mais suave dos atletas de um escalão para o outro, até chegarem à equipa sénior. Normalmente cada treinador tende a trabalhar a sua equipa de forma independente e à sua maneira, dentro daquilo que é a sua concepção de jogo. Este facto não abona muito a favor da definição de uma filosofia de acção dentro do clube, que em casos normais conduziria à identidade cultural que é vulgarmente definida como o ADN do clube (por exemplo o “tiki-taka” é claramente parte da identidade do FC Barcelona). 

Em jeito de conclusão dizer que o que Johan Cruyff nos deixou como legado foi a sua visão e as suas ideias, para ele o futebol era um espectáculo ao qual os adeptos vão para ver a sua equipa vencer, mas também para serem entretidos, por isso ele privilegiava o futebol de ataque, com muita posse de bola e controlo absoluto do jogo. Para operacionalizar esta visão são necessários jogadores de elevada qualidade técnica, inteligência, personalidade e velocidade, como eles não nascem ensinados, temos que os formar nós dentro do nosso próprio clube. Para que isso seja possível é necessário que se possua uma filosofia de trabalho, alicerçada numa metodologia, que deverá ser transversal a todas as equipas e que permita aos jogadores da formação desaguar tranquilamente nos seniores.



 RIP #14

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sintese Desportiva da Década (2000 - 2010)



A última década foi marcada por diversos momentos importantes no desporto mundial, a ESPN fez a compilação de alguns desses momentos num vídeo que resume muitos dos acontecimentos desportivos entre 2000 e 2010....(aproveitem para recordar)....

Como a Espn é um Canal Americano é normal que destaque mais o desportos praticados na América do Norte...pena é que não existam imagens sobre as competições praticadas na Europa.

O desporto é um fenómeno à escala global mas que tem muito da cultura de cada um dos países onde se desenvolve...daí a Espn destacar os desportos do seu país pois tem mais significado para os seus espectadores....

sábado, 20 de novembro de 2010

A Equipa que mudou o Mundo



Os Harlem GlobeTrotters são a equipa desportiva mais famosa de todos os tempos, encontram-se actualmente a celebrar 85 anos de existência.

O nome Globetrotters, define bem quem foi e é esta equipa, foram e são somente os grandes responsáveis por levar o espectáculo desportivo, a tolerância racial, o Basquetebol e o sonho a todos os cantos do mundo.

Através do desporto os Globetrotters ultrapassaram barreiras raciais, sociais e politicas....isto foi sem sombra de dúvida o maior dos seus feitos.

Em termos desportivos, jogaram mais de 20 mil jogos em mais de 100 países por todo o mundo, venceram diversas equipas famosas, estabeleceram recordes de invencibilidade e assistência a jogos, derrotaram também por 2 vezes os campeões da NBA, na altura os Lakers.

Esta equipa é a grande responsável por levar a alegria e a magia do jogar, a todos os locais deste planeta....em particular aos seus maiores adeptos, as crianças....fizeram e continuam a fazer muito pelo Desporto em geral e pelo Basquetebol em particular.

Parabéns Harlem Globetrotters!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Um programa de TV muito educativo....


Há muito, muito tempo, corria o ano de 1989 e eu tinha apenas 8 ou 9 anos…só existiam 2 canais na TV portuguesa…

A RTP cumpria com a função social de levar a casa de todos a cultura, a educação e o desporto, sem nos cobrarem mais que uma taxa pela televisão.

O programa televisivo que hoje faz 40 anos, mas que em Portugal apareceu apenas há 20…chama-se Rua Sésamo... e para mim, foi sem sombra de dúvidas o programa infantil mais educativo de sempre…como se pode constatar pelo vídeo onde se apela e se promove a actividade física desportiva.

Parabéns Rua Sésamo

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Desporto e a Guerra


Pensar que o Desporto na Grécia Antiga, servia apenas e só, para atingir a harmonia corporal e moral, é de certa forma corromper o verdadeiro significado das práticas físicas e atléticas da antiguidade clássica.

O treino, na Grécia Antiga, servia principalmente para preparar os jovens para o combate nas Guerras.

Homero faz referência a isso mesmo na sua obra épica chamada Ilíada, quando refere que nas pausas da Guerra de Tróia, os soldados Gregos realizavam saltos, lançamentos e corridas para se manterem aptos para o combate.

As primeiras provas dos Jogos Pan-helénicos, incluíam corridas com equipamentos militares, tais como escudos, espadas e capacetes.

O Próprio fundador dos Jogos da Antiguidade, era um guerreiro famoso chamado Aquiles, os jogos eram realizados em honra dos Deuses mas também serviam como homenagem ao seu primo falecido em combate (ritual fúnebre).

Assim sendo, o treino e a competição, eram nada mais, nada menos, que um meio de preparação militar, que substituía a Guerra quando da Trégua Sagrada e que colocava as cidades-estado não a lutar entre si directamente, mas sim indirectamente, através da competição desportiva.

A Trégua Sagrada obrigava a que o combate militar fosse suspenso e proibido durante a realização dos festejos fúnebres, que eram os Jogos originais, esta lei, acabava por promover a Competição Desportiva entre as Cidades em vez da Guerra.

A harmonia corporal e moral acaba por ser uma consequência do treino desportivo e não um objectivo que se visava atingir através do treino (eles eram bonitos porque treinavam, não treinavam para serem bonitos).

Os Alemães, principais causadores de duas Guerras Mundiais, eram grandes fãs dos Gregos da Antiguidade, tal como os Gregos que admiravam, adoptaram o Treino Desportivo como meio de preparação militar, com vista ao combate e preparação para a Guerra…o grande impulsionador deste movimento foi Ludwing Jahn durante o século XIX.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Rivalidades Antigas - Porto vs Lisboa


Em 1894 teve lugar a primeira grande disputa desportiva entre os dois grandes centros urbanos portugueses, Porto vs Lisboa....

Mais de um século depois continuamos a assistir a esta rivalidade entre estes dois gigantes, que lutam pela hegemonia desportiva nacional.

No cerne de tudo isto, a disputa da Taça Rei D. Carlos…o troféu que lançou a semente que ajudou a fomentar esta rivalidade desportiva…esta rivalidade foi sendo alimentada pelas gentes de ambos os centros urbanos, pois os atletas representam em campo as suas comunidades locais.

É uma história do desporto, como tantas outras existentes por esse mundo fora…mas esta é a nossa história.

domingo, 18 de maio de 2008

40 anos depois....



Em 1968 o meu Pai tinha 8 anos de idade, Portugal era um Regime e combatia nas colónias, os EUA que tanto defendiam a libertação das colónias em África descriminavam os Afro-americanos mas recrutavam-nos para lutar nos seus exércitos no Vietname.

Muitos anos depois do momento histórico documentado na foto, vi eu ainda em criança, estas imagens...e a verdade é que fiquei com "pele de galinha" mesmo não percebendo muito bem o contexto do sucedido no já longe ano de 68.

Actualmente a minha percepção da "cabeça baixa, do punho erguido, da luva preta e das meias pretas" é mais elaborada mas o sentimento é idêntico...fico arrepiado só de ver um Atleta a receber uma medalha de Ouro Olímpica e perante o olhar do Mundo, manifesta o seu descontentamento para com a politica de um país relativamente ao direitos civis dos cidadãos Afro-americanos....o Desporto foi em tempos um veiculo de intervenção politica muito eficaz...possivelmente nos dias que correm ninguém teria a coragem para fazer o que Tommy Smith e John Carlos fizeram..foram uns heróis "dentro e fora do estádio"..por isso mesmo vão ficar imortalizados.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

50º Aniversário dos "Busby Babes"


A 6 de Fevereiro de 1958 deu-se uma das grandes tragédias da história do futebol. O Man United regressava a Inglaterra no voo 609 da British Airways, a bordo de um bimotor, sob condições climatéricas adversas e com problemas num dos motores.

Pouco depois de ter levantar voo, após duas tentativas abortadas devido à neve na pista e à fraca visibilidade, o motor incendeia-se e o avião cai nos arredores de Munique.

Morrem de imediato sete jogadores: Roger Byrne, Eddie Colman, Mark Jones, David Pegg, Tommy Taylos, Liam Welan, Greoffrey Bent. Duncan Edwards falece 15 dias depois.
Além de Bobby Charlton, fintam a morte Bill Foulkes, Harry Gregg, Ken Morgans e Albert Scanlon, Johnny Berry, Jackie Blanchflower, Dennis Viollet, Ray Wood e George Best.
No total, entre jogadores, dirigentes, jornalistas, tripulação e adeptos que seguiam a bordo, o acidente fez 23 vítimas.

Depois do trágico acidente, o então emergente clube inglês mergulha numa crise, emocional e desportiva, da qual só viria a sair com a conquista da Taça dos Campeões Europeus de 1968, com uma vitória na final sobre o Benfica de Eusébio por 4-1.

Sem alguns dos "Busby Babes" - como eram na altura apelidados – Sir Matt Busby (treinador mitico do United) é obrigado a recorrer aos jogadores jovens do clube. Depois disto, a equipa vence apenas mais um jogo no campeonato inglês até ao final da época, na qual atinge, de forma surpreendente, a final da Taça de Inglaterra.

Actualmente, 50 anos depois da tragédia dos "Busby Babes" o Man United é uma das organizações desportivas mais poderosas do mundo.

O "Teatro dos Sonhos" (old traford) é um "estádio assombrado" pelos fantasmas dos "Busby Babes"...por isso é que tão dificil ir lá ganhar!!